
A localização de Guangzhou no delta do rio Pearl fez dela um ponto focal para os piratas árabes e persas no século VIII. No início do século XVI, os portugueses chegaram e em 1517 já tinham estabelecido um monopólio sobre o comércio portuário da cidade. Foram expulsos posteriormente, mas não antes que o nome da colônia deles, Cantão, se tornasse a base para o nome anglicizado de Guangzhou, Canton.
Hoje, Guangzhou é a terceira cidade mais populosa da China, com mais de 10 milhões de habitantes. Sua localização no rio Pearl, a menos de 110 km e 130 km respectivamente das ‘regiões administrativas especiais autônomas' de Macau e Hong Kong, faz dela um dos pontos de entrada e saída mais populares da China continental.
O tráfego caótico e a agitação urbana de Guangzhou costumavam incomodar, mas a renovação recente da cidade teve um efeito calmante sobre as paisagens e sons desta metrópole. A cidade também conta com muitos parques, que conferem a Guangzhou seu nome alternativo: a Cidade das Flores.
Uma das primeiras coisas que os visitantes verão em Guangzhou é Baiyun ou montanha da ‘nuvem branca’. Durante a primavera o pico fica circundado de nuvens brancas, daí seu nome. Os visitantes podem caminhar até o pico, mas o teleférico é uma opção mais rápida e igualmente panorâmica. A montanha compreende cerca de 30 picos, o mais alto com 382 m, denominado Moxing Ling (pico que toca a estrela). No sopé da montanha fica Yuntai Garden, o maior do gênero na China. Englobando mais de 120.000 m², suas paisagens de cores vívas incluem 200 flores chinesas raras, além de atrações arquitetônicas.
No centro de Guangzhou fica o rio Pearl, e um passeio de barco é uma boa maneira de orientar-se na cidade. Deslize pelo rio em um cruzeiro noturno e desfrute as luzes de neon que iluminam as margens entre White Goose Pool e White Crane Cave. Além de vistas como Zhuhai Square, Aiqun Mansion e Guangzhou Hotel, o cruzeiro passa sob dez das famosas pontes de Guangzhou.
Além disso, no rio Pearl fica a ilha de Shamian, cedida como base de comércio permanente aos franceses e britânicos em 1859, depois da Segunda Guerra do Ópio. Ela ainda retém parte da grandeza colonial, e muitas das igrejas, villas e mansões elegantes da cidade foram cuidadosamente restauradas. Uma sequência de bares e cafés a sudoeste oferece vistas exuberantes para o rio Pearl.

Residentes de Guangzhou são famosos por comer tudo que nada, exceto o submarino; tudo que voa, exceto aeronaves e tudo que tenha pernas, exceto a mesa. Não importa se isso é verdadeiro ou não, mas a cozinha cantonesa certamente é variada, e os viajantes que pretendem experimentar pratos tradicionais não ficarão decepcionados.
Dim Sum é uma especialidade de Guangzhou, e esses bolinhos saborosos, quase sempre servidos no café da manhã, podem ser encontrados em Liwan e em toda a cidade. Experimente outros favoritos locais como frango Wenchang, leitoa assada, macarrão Wonton e rolinhos cozidos no vapor com aletria – nas regiões de Liwan, Shimao e Tianhe.
Guangzhou também oferece restaurantes japoneses, americanos, franceses, indianos, italianos e tailandeses, muitos dos quais nos bairros de Tianhe e Yuexiu.
Bares e casas noturnas são abundantes em Guangzhou. Baietan Bar Street, em Fangcun, proporciona vista para o rio Pearl e é decorada com edifícios iluminados com neon. Mais adiante, em Yuexiu, fica Yan Jiang Bar Street, uma faixa de um quilômetro de bares e casas noturnas movimentadas. Para conhecer as avaliações mais recentes da vida noturna, apanhe um exemplar gratuito de That’s PRD, uma revista com listagens mensais em inglês.
A apenas duas horas ao sul de Guangzhou fica Macau, uma das regiões administrativas especiais da China. Assim como Hong Kong, Macau ficou sob domínio estrangeiro, nesse caso, português – até ser devolvido aos chineses em 1999. Para facilitar a transição de 450 anos de domínio português, a China implementou a fórmula ‘um país, dois sistemas’ em que Macau permanece praticamente autônomo por 50 anos, permitindo-lhe manter seu cognome de ‘Las Vegas do Oriente’. Contudo, há muito mais em Macau do que cassinos. Uma grande área da Península de Macau foi tombada pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade: a melhor maneira de conhecê-la é fazer o passeio com guia Macau Heritage Walk.